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Mostrando postagens de 2011
Uma foto dos tempos do bonde em São Luís. O meio de transporte, que desapareceu da cidade na década de 1960, ainda é comum em cidades como Lisboa.

Biblioteca Nacional quer ampliar seu acervo de cordel

Deu no Diário do Nordeste de 14 de novembro de 2011 (matéria assinada por Fábio Marques) que a Biblioteca Nacional move campanha para divulgar aos cordelistas a Lei do Depósito Legal, que obriga a doação de um exemplar de toda publicação em território nacional ao acervo da entidade. A Biblioteca espera com isso revigorar o acervo de cordéis da instituição, que é pífio (menos de 2 mil exemplares), levando-se em conta a vasta produção do folheto, e se comparado, por exemplo, ao acervo de 4,6 mil exemplares na Universidade do Novo México e ao de 9 mil existentes na Biblioteca do Congresso Nacional dos Estados Unidos, em Washington.
A chefe da divisão de Depósito Legal da Biblioteca Nacional, Daniele Del Giudice, lembra a previsão de multa para quem não procede de acordo com a lei. Por outro lado, observa que a política da instituição com autores e editores é a do bom relacionamento, sendo um exemplo disso a atual busca pela conscientização. Para se ter uma idéia da situação, um dado co…
De São Paulo chega a notícia de que a Caravana do Cordel comemora três anos de estrada com uma grande festa literária na biblioteca Latino-Americana (Memorial da América Latina - portão 5 - acesso pela passarela - metrô Barra Funda.
Mais informações sobre a programação no convite.

Como ler um romance

A revista piauí número 62, que neste mês de novembro completa cinco anos de circulação, está imperdível. Entre os excelentes textos de sempre da publicação que figura entre as 10 mais admiradas do Brasil, o ensaio Como ler um romance, do escritor turco e Nobel de literatura Orhan Pamuk.

Lançamento do Rei Sebastião em cordel

Muito animado o lançamento, quinta-feira ( 24), do livro A lenda do Rei Sebastião e o Touro Encantado em cordel, publicado pela Mercuryo Jovem. Os amigos e leitores atenderam ao chamado do Rei e compareceram para a festa que aconteceu na Themis, simpática livraria instalada na sobreloja do Ed. Monumental. A ilustradora Dedê Paiva esteve presente, o que tornou o evento ainda mais bacana. Foi uma satisfação escrever este livro falando dessa bela lenda amazônica, a do Rei Sebastião e o Touro Encantado da ilha dos Lençóis. Maior prazer ainda foi produzir o texto em versos de cordel, desafio cujos resultados vão agora a julgamento dos leitores. A competente edição de arte é de César Landucci.
Dia 24 deste mês, a partir das 19h, acontece na Livraria Themis, na sobreloja do Monumental, o lançamento do livro A lenda do Rei Sebastião e o Touro Encantado em cordel. A ilustradora Dedê Paiva, que morou três anos em São Luís retornando em seguida para São Paulo, vai estar presente.
CRÔNICAS DE PAPEL: RAZÕES PARA GOSTAR DE LER (Mercuryo Jovem, 2011), de Januária Cristina Alves, será lançado na Biblioteca Monteiro Lobato, terça feira, 8 de novembro, às 11h.
Sinopse
A questão de Elis: "Onde uma pessoa sem razões para ler pode encontrar cem
razões para ler?. A partir dessa dúvida, fica mais atenta às conversas da
amiga Larissa, leitora voraz, e aos eventos culturais promovidos pela escola,
especialmente aos encontros com escritores, os quais refletiam sobre suas
memórias de leitura, deixando claro à garota que quem não lê não escreve. Elis
vai se aproximando devagar desse novo universo, certa de que responderá à sua
questão inicial.
Em São Luís, os livros da Mercuryo Jovem podem ser adquiridos na RD Distribuidora. Av. Getúlio Vargas, 161, Praça São Vicente, Apeadouro. Fone 3243-6733

Mercuryo Jovem lança A lenda do Rei Sebastião e o Touro Encantado, pela coleção Linhas de Cordel

Com ilustrações da parceira Dedê Paiva, saiu pela Mercuryo Jovem meu primeiro livro em cordel, A lenda do Rei Sebastião e o Touro Encantado. Os versos contam a história do rei português Dom Sebastião, que muito cedo e contra tudo e todos, decidiu ir guerrear contra os mouros, na África. O resultado, como se sabe, foi trágico. Sebastião morreu e, junto com ele, a nata da nobreza lusitana. Pra piorar, o rei não deixou herdeiros ao trono. O que levou Portugal a cair sob o domínio da Espanha. E o povo português a mergulhar numa longa e mítica espera, uma vez que, não havendo sido encontrado o corpo do rei morto, o povo lusitano permaneceu acreditando que ele estava vivo. E que um dia retornaria para libertar Portugal.
A espera virou lenda. E também uma seita, o Sebastianismo, fé baseada na crença em um herói libertador, que fez parte dos delírios até do povo de Canudos, o arraial santo de Antônio Conselheiro.
No Maranhão, o Sebastianismo incorporou-se à cultura popular e à religiosidad…

COISAS DE ONÇA

Coisas de Onça, de Daniel Munduruku. Mais um belo livro lançado este ano pela Mercuryo Jovem. A figura central, naturalmente, é a onça, animal que está nas raízes do imaginário popular de muitos brasileiros. Quem não ouviu dos mais velhos histórias desse majestoso felino de patente quase nacional? Como a da onça e do veado. Ou da onça e a raposa. Minha mãe, que morou numa aldeia indígena em Barra do Corda, interior do Maranhão, e lá deu a luz a um dos meus irmãos, dizia até que seu pai, meu avô, havia matado sozinho uma onça durante uma caçada. A noite era um breu. Meu avô, que era por demais valente, estava sozinho. Mesmo assim conseguiu suplantar o animal apenas com um artefato rude chamado forquilha e uma prosaica faca. A onça dos nossos contos, sejam verdadeiros, exagerados ou inventados, é assim: a encarnação do poder desmedido e da prepotência, mas quase sempre passada para trás por outros bichos que ao final se mostram mais espertos – inclusive, como se viu, o bicho homem. As I…
Taí uma boa sugestão para festejar o Dia do Livro


Capa do livro Fábulas de La Fontaine em cordel, ilustrado por Dedê Paiva.


A Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Func) e o Serviço Social do Comércio (Sesc/MA) anunciam que a 5ª edição da Feira do Livro que estava prevista para acontecer entre os dias 04 e 13 de novembro, fica agora agendado para o período de 25 a 04 de dezembro.
Nada oficial. Mas a conversa que rola é que a feira de livros de São Luís foi ou está em vias de ser adiada. Isso depois de ser noticiada, ontem, a programação, que aponta entre os palestrantes nomes consagrados, a exemplo de Mário Prata, Roseana Murray, entre outros. Resta saber se, caso a feira seja de fato adiada, os autores que haviam agendado suas vindas para São Luís continuarão com disponibilidade. Caso contrário, vai ser preciso pegar escritor no laço, com o risco de se trazer para o evento nomes inexpressivos.
Rei Artur e os cavaleiros da Távola Redonda em cordel é o novo livro integrante da coleção Clássicos de Cordel, da editora Nova Alexandria. A recriação da famosa lenda, presente no imaginário de vários povos e gerações, é do poeta Cícero Pedro de Assis, e as ilustrações, do xilogravador Erivaldo Ferreira da Silva. Vale a pena conferir.

As belas xilogravuras de Airton Marinho em livro

O artista maranhense Airton Marinho, um mestre da xilogravura, acaba de ser homenageado com uma publicação que dá uma pequena idéia da riqueza da sua obra. Retratando quase sempre as tradições, as paisagens e o homem maranhense, Airton tem no currículo participação em livros e uma série de exposições apresentadas em São Luís, Brasília, Rio e outros estados. Tambor de crioula, embarcações, brincadeiras de criança e azulejos são alguns dos temas transportados por Arirton para o papel através dessa técnica milenar. A publicação, com selo da editora Clara, tem patrocínio da prefeitura de São Luís.

Feira de Livros de São Luís

Faltam pouco mais de dez dias para o início da Feira de Livros de São Luís e até agora a programação não foi divulgada. No blog da Fundação de Cultura da prefeitura de São Luís, que promove o evento, a última postagem, noticiando a apresentação de bandas marciais na praça Maria Aragão, data do último dia 5. De fontes extra-oficiais, fui informado apenas de que Mário Prata, autor, dentre outros sucessos, do Diário de um magro, está entre os convidados.

Em alguma parte alguma

O maranhense Ferreira Gullar levou o Jabuti 2011 na categoria poesia, com o livro Em alguma parte alguma(José Olympio). O anúncio foi feito ontem (17). Melhor Livro de Ficção e Melhor Livro de Não Ficção serão anunciados somente dia 30 de novembro. Todos devem lembrar que o mais importante concurso literário do país ganhou o noticiário faz pouco tempo, quando Budapeste, de Chico Buarque, venceu na categoria Livro do Ano de Ficção, ficando, no entanto, em terceiro lugar na categoria Romance. A pergunta que todos faziam era: Como um livro que ficou em terceira posição na sua categoria poderia levar o prêmio de Melhor Livro do Ano? Para alguns, a resposta deve ter ficado em alguma parte alguma.

O galo e a pérola

Um galo ciscava o chão
Quando percebe um brilho.
Exclama: – É um rubi! –
E festeja em estribilho.
Mas logo troca a joia
Por um reles grão de milho.

Esse galo lembra um tolo
Que de um sábio recebeu
Imensa biblioteca
Quando o sábio morreu,
E por uma ninharia
Os livros logo vendeu.

(ilustração da parceira Dedê Paiva para esta releitura em cordel de fábula de Esopo)

O Processo das Formigas

Vi numa entrevista o poeta Ferreira Gullar comparar São Luís a Macondo, cidade inventada pelo escritor Gabriel Garcia Marquez. Porque só em São Luís, dizia o poeta, para acontecer coisas tão ou mais malucas quanto aquelas que têm lugar no universo fantástico inventado pelo Nobel colombiano. Como, por exemplo, um certo processo movido contra... formigas. Estranho imaginar que esses insetos, que ninguém imaginaria poderem ser enquadrados nas leis feitas pelos homens e para os homens, tenham ido a júri. Mas foi o que aconteceu.
O episódio, que ficou conhecido como Processo das Formigas, é narrado por Jomar Moraes em seu interessante Guia de São Luís do Maranhão. Ocorreu na primeira década do século XVIII e foi movido pelos piedosos frades do Convento de Santo Antônio, que acusavam as rés de duplo crime: furto qualificado, por abrirem trilhas subterrâneas para subtrair a farinha de sua despensa, e de dano, uma vez que os caminhos abertos para a prática do furto punham em risco a seguranç…

José Chagas, poeta que diz ter abandonado os versos, é patrono da Feira de Livros de São Luís

O poeta José Chagas, de 86 anos, é o homenageado como patrono da 5ª Feira do Livro de São Luís. Um justo reconhecimento ao paraibano radicado no Maranhão desde 1948, que ao longo da sua trajetória artística e profissional expressou um profundo amor pela cidade que o acolheu, sem deixar de lado (muito pelo contrário) a sua peculiar visão crítica. Oriundo de uma família de camponeses, José Chagas chegou a interromper os estudos para ajudar os pais no trabalho da terra. Estudou o Fundamental em seu estado, concluindo o ensino médio em Teresina e São Luís. Foi funcionário do IBGE, vereador e técnico em Comunicação Social na Universidade Federal do Maranhão até aposentar-se. Tem mais de vinte livros publicados, dentre eles Os telhados e Os canhões do silêncio. Angariou respeito ainda como cronista, com seus textos lúcidos e teperados com fina, ácida ironia. Pode apimentar o evento a declaração de José Chagas, feita em abril passado, de que estava deixando a poesia. “A partir de hoje, publ…

Luzeiros foi pioneira na dobradinha cordel+quadrinhos

A propósito do post anterior. O poeta e editor da Nova Alexandria, Marco Haurélio, lembra que a editora Luzeiros, nos anos 1960, publicou uma série de clássicos de cordel em quadrinhos, iniciativa muito criticada na época, ainda que produzida por feras nacionais como Nico Rosso, Sergio Lima e Eugenio Collonese. E que, mais recentemente, Klévisson Viana e Eduardo Azevedo quadrinizaram o grande épico de Leandro Gomes de Barros, a Batalha de Oliveiros com Ferrabrás, com texto de apresentação do próprio Marco. Ainda na linha cordel+quadrinhos, Marco Haurélio, em parceria com Jô Oliveira, prepara mais uma surpresa que em breve chegará às livrarias.
Histórias de pescador une quadrinhos e cordel

O cordel, que surgiu e vicejou nas feiras do nordeste em formato de folheto, está cada vez mais conquistando novos espaços. Dessa vez o cordelista Fábio Sombra e o quadrinhista João Marcos uniram talentos para produzir o primeiro cordel em quadrinhos de que tenho notícia, Sete Histórias de Pescaria do Seu Vivinho. O título é lançamento da Abacatte Editorial. Confiram o prewiu.





Em breve sai pela Mercuryo Jovem “A lenda do Rei Sebastião e o Touro Encantado em cordel”. O livro, com ilustrações de Dedê Paiva, conta em versos de cordel a história do rei português Dom Sebastião, que em 1578, com apenas 24 anos, deixou seu país para guerrear contra os mouros. E o resultado foi trágico. Em solo africano, o teimoso e inconsequente soberano encontrou a derrota na batalha de Alcácer Quibir, derrota esta que infligiria a Portugal dramáticas consequências. Pelo fato de Sebastião não deixar herdeiros, o país terminou por cair sob o domínio da Espanha de 1580 a 1640. E como o corpo não foi encontrado, permaneceram os portugueses esperando pela volta do rei, que no imaginário popular continuava vivo e um dia voltaria para heroicamente libertar a nação.
Como se sabe, o rei, que na sua loucura arrastou ainda para a morte a nata da nobreza lusitana, jamais voltou. Uma longa espera, que terminaria por ganhar contornos de seita, o Sebastianismo, cuja fé gira em torno do surgime…
Projeto Conversas Literárias entra em
seu terceiro ano com patrocínio da Funarte

O projeto Conversas Literárias está de volta com ações em três municípios maranhenses que integram a Amazônia Legal e que foram beneficiados com o programa de bibliotecas do Ministério da Cultura.
Os eventos acontecem em julho, nos dias 13, 14 e 15, respectivamente nas cidades de Matinha, Morros e Itapecuru Mirim.

A cada encontro, uma nova história

O projeto Conversas Literárias estreou em 2007. Desde então promoveu, em diversos municípios maranhense, encontros entre pessoas da comunidade com autores reconhecidos no cenário literário do estado.
Foram experiências ricas e extremamente proveitosas, quando os escritores tiveram a oportunidade de falar a respeito das suas obras, das suas experiências na vida e na arte, e as platéias, de questionar, conhecer e interagir com artistas que, na maioria das vezes, eram conhecidos desses públicos apenas pelas suas produções.
Mais notícias sobre a nova edição do Conve…
Registros de um animado bate-papo com alunos do Educacenter, na última quinta-feira.








Sábado, 9 de abril, o escritor Marco Haurélio lança na Livraria Cortez (Rua Bartira, 317, Perdizes, São Paulo, o livro Meus romances de cordel, apresentado pela professora Vilma Mota Quintela. São eles: O Herói da Montanha Negra, História de Belisfronte, o Filho do Pescador, Presepadas de Chicó e Astúcias de João Grilo, Os Três Conselhos Sagrados, Briga do Major Ramiro com o Diabo, História da Moura Torta e Galopando o Cavalo Pensamento. A obra traz o selo da Global Editora.
A poeta Lúcia Santos - autora dos livros Quase Azul Quanto Blue, Batom Vermelho e Uma Gueixa pra Bashô - irá ministrar mais uma Oficina de Poesia Falada em São Luís, a partir de 14 de março, Dia da Poesia.
Lúcia começou a desenvolver o trabalho com poesia falada no início dos anos 90, quando cursou teatro com o ator e diretor Lio Ribeiro.
Mais tarde, morando em São Paulo, teve oportunidade de participar de diversas oficinas artísticas e literárias, o que solidificou a soma da poesia à arte da interpretação.
Ao lado de atores, músicos ou poetas, roteirizou e apresentou vários recitais performáticos, como: Batom Vermelho, Cordel Technicolor, Eros&Escrachos, Dentro da Palavra, Cochichos de Bruxas, Ménage à Trois, Papas na Língua, Nu Frontal com Tarja, Companhia Ausente e Versos sem Tarja.
O que a artista propõe nessa oficina é um diálogo com os alunos sobre os poetas brasileiros, clássicos e contemporâneos, trazendo a poesia para o cotidiano numa linguagem coloquial. O objetivo é falar p…
Abertura da Roda de Leitura do Colmeia, no último sábado, com leitura do livro O tambor do Mestre Zizinho , entre outras obras.
O tambor do Mestre Zizinho, publicado em 2010 pela Mercuryo Jovem, começou bem o ano. Aqui em São Luís foi adotado como paradidático, entre outras escolas, no Reino Infantil e no Colmeia. Nesta última escola faço, na próxima sexta-feira, lançamento para os alunos, com autógrafos e bate-papo.
Zizinho, pra quem não conhece, é um garoto curioso, que está sempre com uma pergunta na ponta da língua, e que ajuda a resgatar em sua comunidade a tradição do Tambor de Crioula, dança de origem africana típica do Maranhão e hoje convertida em Patrimônio Imaterial do povo brasileiro.
E quinta-feira, no Chico Discos, onde o freguês pode saborear de absinto à boa música com direito ao chiadinho do vinil, a gente conversa sobre literatura infantil.