Pular para o conteúdo principal

José Chagas, poeta que diz ter abandonado os versos, é patrono da Feira de Livros de São Luís







O poeta José Chagas, de 86 anos, é o homenageado como patrono da 5ª Feira do Livro de São Luís. Um justo reconhecimento ao paraibano radicado no Maranhão desde 1948, que ao longo da sua trajetória artística e profissional expressou um profundo amor pela cidade que o acolheu, sem deixar de lado (muito pelo contrário) a sua peculiar visão crítica. Oriundo de uma família de camponeses, José Chagas chegou a interromper os estudos para ajudar os pais no trabalho da terra. Estudou o Fundamental em seu estado, concluindo o ensino médio em Teresina e São Luís. Foi funcionário do IBGE, vereador e técnico em Comunicação Social na Universidade Federal do Maranhão até aposentar-se. Tem mais de vinte livros publicados, dentre eles Os telhados e Os canhões do silêncio. Angariou respeito ainda como cronista, com seus textos lúcidos e teperados com fina, ácida ironia. Pode apimentar o evento a declaração de José Chagas, feita em abril passado, de que estava deixando a poesia. “A partir de hoje, publicamente, quero comunicar que abandono a versificação de uma vez. Não me interessa mais poesia alguma”, afirmou, antes de participar naquele mês do Café Literário no Odylo Costa Filho. Vai ser uma boa oportunidade para saber do poeta se ele manteve a promessa ou teve uma salutar recaida.

Postagens mais visitadas deste blog

"Arte e Manhas do Jabuti" será lançado em junho

Publicado com o selo Autêntica, será lançado em breve, em São Luís, o meu infantil Arte e Manhas do Jabuti. O livro, com recontos da tradição oral dos tenetehara, tem apresentação do escritor e pesquisador da cultura popular, Marco Haurélio, e belíssimas ilustrações de Taisa Borges.  Lembrete: para quem quiser se adiantar, o livro já se encontra em pré-venda na página da editora (http://grupoautentica.com.br/). Arte e Manhas do Jabuti conta com apoio cultural do SESC-MA.




























A menina inhame e Os dois irmãos e o olu: dois belos contos africanos em versos de cordel

Acabaram de sair pela editora SESI-SP os livros A menina inhame e Os dois irmãos e o olu, contos africanos que ganharam nessas obras versões em cordel.
A menina inhame é um conto tradicional africano recolhido e recontado por Agnès Agboton, com tradução do escritor Celso Sisto para o português. E a ideia foi unir a tradição dos versos de cordel à forte tradição africana voltada para a oralidade, manifestada com imensa beleza estética nesta história de provável origem iorubá.
O conto fala da angústia de uma mulher que desprezada pela sua comunidade por não conseguir ter filhos, pede a algo da natureza (no caso um inhame, tubérculo que em alguns países da África tem uma simbologia ancestral ligada à fertilidade) que se converta em sua filha. Assim, a fim de convencer o inhame, chamado Tevi, a atender-lhe o desejo, a mulher promete jamais revelar a verdadeira origem da moça. Mas acaba, o que gera desagradáveis consequências, quebrando a promessa num momento de raiva.
Os dois irmão e o …

O dono da banca: a história e as polêmicas por trás da maior editora de revistas do país

Da revista Veja já se disse quase tudo. Que é conservadora, reacionária, de esquerda, de direita, elitista, sem compromisso com os fatos ou com os princípios básicos do jornalismo. Enfim, um manancial de adjetivos desabonadores cuja lista aumenta sempre que a revista, com suas posições e matérias, melindra sensibilidades.  Exemplo antigo: reportagem de Veja de 1989 estampando foto do cantor e compositor Cazuza com o título: “Uma vítima da Aids agoniza em praça pública”. Exemplo recente: capa de Veja com foto de Marcela, esposa do presidente Michel Temer, chamando para reportagem sobre a primeira-dama. Para muitos, tratava-se de mais uma tentativa da revista de ajudar a atenuar a rejeição dos brasileiros em relação ao desgastado presidente.
De qualquer maneira não deixa de ser instrutivo, mesmo para os mais viscerais desafetos da principal joia da coroa da Editora Abril, a leitura de “Roberto Civita, o dono da banca”, do jornalista Carlos Maranhão. Trata-se da biografia de Roberto Civit…