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José Chagas, poeta que diz ter abandonado os versos, é patrono da Feira de Livros de São Luís







O poeta José Chagas, de 86 anos, é o homenageado como patrono da 5ª Feira do Livro de São Luís. Um justo reconhecimento ao paraibano radicado no Maranhão desde 1948, que ao longo da sua trajetória artística e profissional expressou um profundo amor pela cidade que o acolheu, sem deixar de lado (muito pelo contrário) a sua peculiar visão crítica. Oriundo de uma família de camponeses, José Chagas chegou a interromper os estudos para ajudar os pais no trabalho da terra. Estudou o Fundamental em seu estado, concluindo o ensino médio em Teresina e São Luís. Foi funcionário do IBGE, vereador e técnico em Comunicação Social na Universidade Federal do Maranhão até aposentar-se. Tem mais de vinte livros publicados, dentre eles Os telhados e Os canhões do silêncio. Angariou respeito ainda como cronista, com seus textos lúcidos e teperados com fina, ácida ironia. Pode apimentar o evento a declaração de José Chagas, feita em abril passado, de que estava deixando a poesia. “A partir de hoje, publicamente, quero comunicar que abandono a versificação de uma vez. Não me interessa mais poesia alguma”, afirmou, antes de participar naquele mês do Café Literário no Odylo Costa Filho. Vai ser uma boa oportunidade para saber do poeta se ele manteve a promessa ou teve uma salutar recaida.

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FEIRA DO LIVRO COMEÇA SÓ SEGUNDA

Não teve jeito. A Feira de Livros de São Luís, que este ano deveria festejar uma década de existência, arrisca ser a mais fraca de todos os tempos. Alguns dos motivos: 1) A feira, que antes era realizada em dez dias, ficará com apenas sete. Ou seja, perderá um fim de semana, acarretando tremenda perda para os livreiros e para a comunidade, que terá menos tempo para visitação; 2) A feira encolheu de tamanho. Dos 32 stands a serem administrados pela Associação dos Livreiros, ficaram 28, o que acarretou a lamentável saída de uma das maiores editoras deste país, a Paulus; 3) Afora a mídia institucional e a pouca espontânea, a Felis praticamente não contou com divulgação, o que é impensável para um evento desse porte; 4) A forma atabalhoada e de última hora como a estrutura está sendo montada. Tanto que, prevendo-se que não estarão concluídas até amanhã (o que parece óbvio), resultou no cancelamento da abertura oficial do evento. E por que aconteceu assim? Muito provavelmente (em que pese …

Feira do Livro: veja a programação de hoje

Programação da 10ª Feira do Livro DIA 08 DE NOVEMBRO
(terça-feira)

CAFÉ LITERÁRIO
Local: Centro de Criatividade Odylo Costa, filho 17h – Sarau Musical "Brilhando no Café"
Realização: Curso de Licenciatura em Música - DEART – UFMA 17h30 – Bate-Papo Literário: Gonçalves Dias: as várias faces do poeta maior
Debatedores: Weberson Fernandes Grizoste, Dino Cavalcante e Renata Ribeiro
Mediador: José Neres 19h – Sarau Café com Canção
Realização: Curso de Licenciatura em Música da Universidade Estadual do Maranhão - UEMA
PALCO FELIS
Local: Praça Nauro Machado 14h – Ciranda da Rosa Vermelha – UEB Primavera 14h40 – Dança do Ventre – UEB Primavera 15h – Nazuá e o Arco íris – Residência 05 16h – Baú de Histórias – Xama Teatro 17h – A mala do biruta – André Coelho 18h30 – Um apartamento no céu - NAFEM CONFERÊNCIAS
Local: Praça Nauro Machado
Horário: 20h Palestrante: Eduardo Bueno (RS)
Tema: Na Estrada da História
Mediador: Marcus Saldanha (jornalista e historiador) CASA DO ESCRITOR MARANHENSE – LANÇAMENTO DE…

Feira do Livro ameaçada de não acontecer

Por Geraldo Iensen Pelo menos a classe artística da cidade está num clima tenso. Estão circulando desde quinta-feira informações que levam a crer que a 10 ª Feira do Livro de São Luís – 10 ª FELIS, marcada para os dias de 6 a 13 de novembro, pode não ser realizada. Os motivos são muitos. O primeiro sinal veio através de um texto que percorreu grupos de whatsapp dizendo que “a estrutura dos stands da Feira do Livro que estava sendo montada foi recolhida, por embargo do IPHAN, alegando falta de pagamento da prefeitura das autorizações anteriores e a deste ano, E corre o risco de a feira não acontecer”. Em contato com Raphael Pestana, Coordenador técnico do IPHAN, foi esclarecido que o IPHAN não embargou nada e nem cobra por “análise ou aprovação de qualquer coisa”. Porém, segundo o coordenador, “todo ano eles mandam o projeto com meses de antecedência. Agora eles mandaram em cima da hora e mesmo assim nós analisamos e devolvemos para eles complementarem o projeto com as informações, como f…