sexta-feira, 4 de março de 2016

Cordel na escola: Chave do Saber adota livro "A menina inhame"


          
Dulce Arrais, coordenadora pedagógica do Colégio Chave do Saber
 

O Escola Chave do Saber, do Bequimão, vai trabalhar este ano com o livro A menina inhame (SESI – SP Editora), tradicional conto africano recolhido por Agnès Agboton, traduzido pelo escritor Celso Sisto e vertido por mim para o cordel. O conto, ilustrado por Taisa Borges, fala da angústia de uma mulher que desprezada pela sua comunidade por não conseguir ter filhos, pede a algo da natureza (no caso um inhame, tubérculo que em alguns países da África tem uma simbologia ancestral ligada à fertilidade) que se converta em sua filha. Depois de muito pedir, o inhame, chamado Tevi, atende ao seu desejo, o que irá gerar, no entanto, dramáticas consequências.  
            O livro foi adotado para as crianças do quarto ano, juntamente com outros títulos meus, entre eles Touchê: uma aventura pela “Cidade dos Azulejos”. O pacote faz parte do projeto O autor e sua obra, a ser desenvolvido ao logo de todo ano letivo, e tem por objetivo disseminar em sala de aula assuntos e temas como história do Maranhão, folclore e cultura popular.
            Segundo a coordenadora pedagógica Dulce Arrais, não é a primeira vez que o colégio trabalha com o cordel. “Já trouxemos a poesia popular para a escola e as crianças adoraram”, conta, destacando o entusiasmo dos pequenos não só para com a leitura, mas também com a produção de poesias e a confecção de folhetos.
            A conclusão do projeto é marcada por um encontro do autor com as crianças, o que tem acontecido todos os anos em clima de alegria e confraternização.

             

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Concurso de literatura da Func bate recorde de participação

Literatura de cordel: nova categoria do concurso



















O Concurso Literário Cidade de São Luís, promovido pela prefeitura através da sua Fundação Cultural, bateu recorde de participação em todos os tempos. Segundo informações dos organizadores, 220 pessoas se inscreveram nas diversas categorias, incluindo poesia, romance, conto, infantojuvenil e a estreante literatura de cordel.
Jurados de São Luís e de fora do Maranhão irão julgar os trabalhos concorrentes, devendo os resultados ser anunciados durante a próxima Feira do Livro da cidade, que acontece em outubro. Primeiro e segundo lugares de cada categoria ganharão prêmio em dinheiro (7 e 3 salários mínimos respectivamente). E os primeiros colocados terão direito ainda à publicação da obra.
Os esforços da equipe em resgatar a tradição do concurso tem sido, desde a gestão de Francisco Gonçalves na Func e agora com Marlon Botão, decisiva para que mais autores se interessem em participar. Pelo que sei, é a primeira vez que profissionais de fora são contratados para fazer parte do júri, o que certamente aumenta sua credibilidade. Além disso, o concurso foi estendido (o que nem todo mundo concorda) para todo o estado. A inclusão da literatura de cordel igualmente deve ter contribuído para o aumento dos números, em que pese o que considero uma falha no edital no que diz respeito às regras para concorrer nessa categoria: a limitação do trabalho a vinte estrofes, o que dificulta o desenvolvimento de um poema e resultará num folheto sovina, mais fino do que qualquer um dos que a gente compra nas bancas de revistas da Deodoro.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

A menina inhame e Os dois irmãos e o olu: dois belos contos africanos em versos de cordel

Acabaram de sair pela editora SESI-SP os livros A menina inhame e Os dois irmãos e o olu, contos africanos que ganharam nessas obras versões em cordel.
A menina inhame é um conto tradicional africano recolhido e recontado por Agnès Agboton, com tradução do escritor Celso Sisto para o português. E a ideia foi unir a tradição dos versos de cordel à forte tradição africana voltada para a oralidade, manifestada com imensa beleza estética nesta história de provável origem iorubá.
O conto fala da angústia de uma mulher que desprezada pela sua comunidade por não conseguir ter filhos, pede a algo da natureza (no caso um inhame, tubérculo que em alguns países da África tem uma simbologia ancestral ligada à fertilidade) que se converta em sua filha. Assim, a fim de convencer o inhame, chamado Tevi, a atender-lhe o desejo, a mulher promete jamais revelar a verdadeira origem da moça. Mas acaba, o que gera desagradáveis consequências, quebrando a promessa num momento de raiva.
Os dois irmão e o olu, recolhido por Ellis, fala do destino de dois irmãos que pelo grande talento em contar histórias, são contratados para animarem festas nas aldeias. Uma bela e emocionante narrativa na qual a inveja e a cobiça levam a um desfecho trágico, ao fim reparado pela ação decisiva do rei.
A menina inhame e Os dois irmãos e o olu foram lindamente ilustrados por Taisa Borges, a quem sou muito grato pela parceria. E mais uma vez meu muito obrigado para Alessandra Pires, grande responsável pela concretização deste projeto, e ao amigo Marco Haurélio, eterno divulgador da cultura do nosso Brasil.
Os livros integram a coleção Quem lê sabe por quê, que visa promover o estímulo à leitura e o desenvolvimento de acervos, melhorando o desempenho escolar.
A coleção composta por livros paradidáticos voltados a crianças e jovens, além de livros sobre temas relacionados à leitura e à formação de um público leitor.
O lançamento será em breve e por enquanto, os livros podem ser comprados no site da Livraria Cultura.
Mais informações pelo site www.sesispeditora.com.br/

João do Vale em Café Literário

Próximo dia 29, terça-feira, a partir das 19h, eu e Andréa Oliveira participaremos do Café Literário que acontece no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, para a palestra (que prefiro chamar de bate-papo) João do Vale: o canto e o conto. Esta edição do Café é mais um dos eventos comemorativos pela passagem do aniversário do artista, que se vivo fosse completaria 80 anos neste 2013. Tanto eu quanto Andréa falaremos das experiências de ter escrito livros sobre João do Vale. Em 1998 ela lançou, pela Edufma, João do Vale – mais coragem do que homem; este ano foi publicado o meu O jovem João do Vale, pela Nova Alexandria. Detalhe: O jovem João do Vale ainda não foi lançado oficialmente, mas poderá ser adquirido na noite do evento


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A festa ontem no colégio Chave do Saber foi rimada. Depois de trabalharem rimas e métricas do cordel, as crianças do 4º ano matutino e vespertino produziram um livreto como parte do projeto O autor e a obra. O tema foram os meus livros que, resultado de uma longa parceria, vem sendo adotados há bastante tempo na escola. Na presença de pais e professores, a criançada leu os versos, numa apresentação emocionante e animada. Para finalizar, sessão de autógrafos e lançamento do livro Touchê em Balaiada, a revolta, que traz uma aventura inspirada no mais importante movimento popular ocorrido no Maranhão. Meus sinceros agradecimentos a Edna, Dulce e toda a querida equipe da escola.


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Apesar das vozes que prenunciavam o contrário, a Feira de Livros de São Luís (Felis), pela primeira vez realizada no bairro colonial da Praia Grande, foi um grande sucesso. De minha parte, tive a sorte de receber a tempo o livro O jovem João do Vale (Nova Alexandria), que foi apresentado e muito bem recepcionado pelo público no stand dos autores maranhenses. E, dentre outras aquisições, trouxe para casa o Artes do Caipora (Paulus), do amigo Marco Haurélio com ilustrações de Luciano Tasso. Um deleite para o intelecto e para os olhos.

quinta-feira, 11 de julho de 2013


Catálogo da Mercuryo Jovem para a Feira de Frankfurt 2013, incluindo O tambor do Mestre Zizinho.