Em breve sai pela Mercuryo Jovem “A lenda do Rei Sebastião e o Touro Encantado em cordel”. O livro, com ilustrações de Dedê Paiva, conta em versos de cordel a história do rei português Dom Sebastião, que em 1578, com apenas 24 anos, deixou seu país para guerrear contra os mouros. E o resultado foi trágico. Em solo africano, o teimoso e inconsequente soberano encontrou a derrota na batalha de Alcácer Quibir, derrota esta que infligiria a Portugal dramáticas consequências. Pelo fato de Sebastião não deixar herdeiros, o país terminou por cair sob o domínio da Espanha de 1580 a 1640. E como o corpo não foi encontrado, permaneceram os portugueses esperando pela volta do rei, que no imaginário popular continuava vivo e um dia voltaria para heroicamente libertar a nação.
Como se sabe, o rei, que na sua loucura arrastou ainda para a morte a nata da nobreza lusitana, jamais voltou. Uma longa espera, que terminaria por ganhar contornos de seita, o Sebastianismo, cuja fé gira em torno do surgimento de um herói mítico que um dia virá para libertar o povo da dor e do sofrimento. No Maranhão, em especial, o Sebastianismo está ligado à lenda do Touro Encantado da ilha dos Lençóis. Ali, muita gente jura que o rei desaparecido vaga na figura de um Touro, submetido a um encanto que, no entanto, pode vir a se quebrar, caso um corajoso consiga com uma lança atingir o animal na estrela que ele traz na testa.





Retrato d'El Rei Dom Sebastião (óleo sobre tela dos finais do século XVI ou início do século XVII, patente na Câmara dos Azuis (imagem extraída da Wikipédia)

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