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Kássia Borges: arte indígena das telas para os livros

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  Fonte: blog Companhia das Letras Embora tenha se tornado mais comum (ou menos difícil) encontrar livros infantojuvenis escritos por autores indígenas - muito por conta da lei 11.645, de 2008, que estabeleceu a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Indígena -, o fato é que ver trabalhos de ilustradores originários ainda é raridade entre os livros para crianças e adolescentes. Por isso, quando um livro desses surge, chama tanta atenção. É o que acontece em  A festa da onça  (Brinque-Book), escrito pelo jornalista maranhense  Wilson Marques  e ilustrado pela artista visual indígena  Kássia Borges . Ela, que já fez exposições fora do Brasil, ilustra seu primeiro livro infantil, que conta a história de uma onça muito mal intencionada que convida o coelho para uma festa em sua casa. O que ela não imaginava é que o coelho seria mais esperto e transformaria tudo em uma festa de verdade! O bichinho convidou vários e vários animais: te...

CCJM LANÇA DICIONÁRIO DE PERSONAGENS DE JOSUÉ MONTELLO

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Com recurso da Fundação de Amparo à Pesquisa do Maranhão (FAPEMA) a Casa de Cultura Josué Montello (CCJM) lança em janeiro do próximo ano o inédito Dicionário de Personagens da Saga Maranhense de Josué Montello . Com um total de 1802 verbetes, a obra resgata personagens que aparecem em 15 romances da Saga, como convencionou-se chamar o conjunto romanesco do escritor que, ambientado no Maranhão, se constitui em um vasto e variado painel da história e cultura do estado.   A diretora da Casa, Joseane Souza, conta que a publicação é resultado de um sonho antigo, concebido inicialmente por Yvone Montello, viúva do escritor, que ao longo de 50 anos registrou em fichas personagens de alguns romances do maranhense. E que agora foi concluído com o trabalho meticuloso de pesquisa que contou com a colaboração de uma equipe formada pelo professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e coordenador do projeto, José Dino Costa Cavalcante; o mestre em Letras e também professor da UFMA, Mauro...
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LITERATURA NORDESTINA:  UMA HOMENAGEM Fiquei muito feliz com a homenagem que recebi da Escola Municipal de Ensino Fundamental do Campo Limpo III, Luísa Rosário de Oliveira Dias, em São Paulo. O trabalho foi construído pela criançada do 3º Ano e apresentado no dia 21 de outubro passado. Na foto acima, do painel que decorou o cenário do trabalho, eu apareço ao lado do mapa do Nordeste, com o Maranhão em destaque, apresentando meu último livro, A festa da onça. O livro, escrito em versos rimados, conta a história de como novamente o esperto coelho passa a perna na dona Onça, que até os dias de hoje não desistiu de transformá-lo em seu jantar. Dessa vez, a felina convida o compadre peludo para uma festança em sua toca. O coelho, que adora um forrobodó, fica interessadíssimo em se fazer presente, mas, conhecendo de longas datas as péssimas intenções da pintada para com ele, fica com um pé atrás. Então, pensa que pensa e arranja um jeito de se divertir e, ao mesmo tempo, escapar do que...

COM PATROCÍNIO DA EQUATORIAL, "NOITE SOBRE ALCÂNTARA" GANHA NOVA EDIÇÃO

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Depois dos relançamentos dos livros “O tesouro de D. José e outros contos”, “Janelas fechadas” e “Os tambores de São Luís”, é a vez de “Noite sobre Alcântara”, obra-prima do maranhense Josué Montello, ganhar nova edição. A publicação tem lançamento previsto para a segunda quinzena de janeiro do próximo ano e é resultado de uma parceria entre a Casa do Autor Maranhense e a Casa de Cultura Josué Montello. O projeto, que contará com palestras e outras ações, está sendo realizado por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Equatorial. O magistral romance “Noite sobre Alcântara” é ambientado na cidade colonial de Alcântara, no Maranhão, em um momento especialmente dramático da sua história: as últimas décadas do século XIX, quando a economia já decadente da região aponta para o completo colapso com a iminente libertação dos escravos e, mais tarde, a Proclamação da República. Um cenário de incertezas, angústias morais e ruína onde os conflitos humanos se exacerbam e ga...

O que é, o que é?

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Quem foi criança (e todo mundo foi, ou é) deve ter, em algum momento, brincado de adivinhações, vertente da cultura popular em que o Maranhão é rico. Pra lembrar e desafiar o leitor, trouxe alguns exemplos. Vamos começar? Como nos velhos tempos, é claro. O QUE É, O QUE É?... Um sapo embaixo de uma árvore dizendo caia. Fui homem quando nasci Mulher quiseram me fazer Mas tanto acocho me deram Que homem voltei a ser. Boca grande Fiofó pequeno Na igreja eu batizo Mas padre eu não sou Na cozinha sou 'o cara' Também cozinheiro não sou. Quando eu vou à missa Sempre o fiel me espera Mas eu não sei temperar Como meu irmão tempera. Quatro letras tem meu nome, É fácil de adivinhar. Criança que não obedece, De noite venho pegar. Sou felina brasileira, Mandona e bem zangada, Não tenho tinta no couro, Mas me chamam de pintada. Um marido e uma mulher Que não vivem boa ventura. Quando um chega o outro sai Sem nem olhar para trás, Ele é claro e ela é escura.

Fé, crime, lenda, arte: a movimentada história da igreja dos Remédios

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  Toda cidade tem seus tesouros, muitos deles escondidos. São Luís não foge à regra, muito pelo contrário, bastando um pouco de atenção para descobrimos preciosidades, como esse belo vitral da Igreja dos Remédios. A igreja dos Remédios fica num ponto privilegiado da cidade, a Praça Gonçalves Dias. Sua história tem início em 1719, quando o síndico dos religiosos da Ordem dos Reformadores de São Francisco doou a um português a Ponta do Romeu (assim se chamava o local) para que ali fosse construída uma ermida.   Já naquele mesmo ano essa ermida tornava-se centro de romarias. Até que um escravo, depois de assassinar um senhor, se escondeu no matagal próximo. E isso foi o suficiente para os populares, apavorados, desaparecerem dali. Mais tarde, com a expansão da cidade, a capela viria a ser novamente frequentada. Para, finalmente, em 1804, dar lugar à uma igreja sob a invocação de Nossa Senhora dos Remédios, que eleita protetora do comércio e da navegação foi sendo ao longo d...

Pela volta dos bondinhos!

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   Bondinhos de Lisboa: conferem charme à cidade, atraem turistas e servem aos moradores A retomada dos bondinhos é um projeto viável para São Luís? Se tomarmos o exemplo da capital portuguesa, pode-se dizer que a alternativa não é apenas viável, mas também rentável. Sabe-se que em Lisboa (para ficarmos apenas em um exemplo), os bondes não viraram tralhas do passado. Pelo contrário, continuam em pleno uso. Hoje, eles convivem em harmonia com outros tipos de veículos; conferem aos cenários urbanos um charme especial, potencializando suas vocações turísticas; e, não menos importante, servem a população local, que utiliza largamente os bondes nos deslocamentos do seu dia a dia. Daí a pergunta: mirando-se nesse exemplo, trazer os bondinhos de volta à São Luís não seria uma boa ideia, no sentido de fortalecer nosso turismo, tornar nosso centro histórico ainda mais atraente e, de quebra, ajudar um pouco na sempre complexa questão da mobilidade urbana? Nem seria o caso de inven...