terça-feira, 22 de outubro de 2013

A menina inhame e Os dois irmãos e o olu: dois belos contos africanos em versos de cordel

Acabaram de sair pela editora SESI-SP os livros A menina inhame e Os dois irmãos e o olu, contos africanos que ganharam nessas obras versões em cordel.
A menina inhame é um conto tradicional africano recolhido e recontado por Agnès Agboton, com tradução do escritor Celso Sisto para o português. E a ideia foi unir a tradição dos versos de cordel à forte tradição africana voltada para a oralidade, manifestada com imensa beleza estética nesta história de provável origem iorubá.
O conto fala da angústia de uma mulher que desprezada pela sua comunidade por não conseguir ter filhos, pede a algo da natureza (no caso um inhame, tubérculo que em alguns países da África tem uma simbologia ancestral ligada à fertilidade) que se converta em sua filha. Assim, a fim de convencer o inhame, chamado Tevi, a atender-lhe o desejo, a mulher promete jamais revelar a verdadeira origem da moça. Mas acaba, o que gera desagradáveis consequências, quebrando a promessa num momento de raiva.
Os dois irmão e o olu, recolhido por Ellis, fala do destino de dois irmãos que pelo grande talento em contar histórias, são contratados para animarem festas nas aldeias. Uma bela e emocionante narrativa na qual a inveja e a cobiça levam a um desfecho trágico, ao fim reparado pela ação decisiva do rei.
A menina inhame e Os dois irmãos e o olu foram lindamente ilustrados por Taisa Borges, a quem sou muito grato pela parceria. E mais uma vez meu muito obrigado para Alessandra Pires, grande responsável pela concretização deste projeto, e ao amigo Marco Haurélio, eterno divulgador da cultura do nosso Brasil.
Os livros integram a coleção Quem lê sabe por quê, que visa promover o estímulo à leitura e o desenvolvimento de acervos, melhorando o desempenho escolar.
A coleção composta por livros paradidáticos voltados a crianças e jovens, além de livros sobre temas relacionados à leitura e à formação de um público leitor.
O lançamento será em breve e por enquanto, os livros podem ser comprados no site da Livraria Cultura.
Mais informações pelo site www.sesispeditora.com.br/

João do Vale em Café Literário

Próximo dia 29, terça-feira, a partir das 19h, eu e Andréa Oliveira participaremos do Café Literário que acontece no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, para a palestra (que prefiro chamar de bate-papo) João do Vale: o canto e o conto. Esta edição do Café é mais um dos eventos comemorativos pela passagem do aniversário do artista, que se vivo fosse completaria 80 anos neste 2013. Tanto eu quanto Andréa falaremos das experiências de ter escrito livros sobre João do Vale. Em 1998 ela lançou, pela Edufma, João do Vale – mais coragem do que homem; este ano foi publicado o meu O jovem João do Vale, pela Nova Alexandria. Detalhe: O jovem João do Vale ainda não foi lançado oficialmente, mas poderá ser adquirido na noite do evento


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A festa ontem no colégio Chave do Saber foi rimada. Depois de trabalharem rimas e métricas do cordel, as crianças do 4º ano matutino e vespertino produziram um livreto como parte do projeto O autor e a obra. O tema foram os meus livros que, resultado de uma longa parceria, vem sendo adotados há bastante tempo na escola. Na presença de pais e professores, a criançada leu os versos, numa apresentação emocionante e animada. Para finalizar, sessão de autógrafos e lançamento do livro Touchê em Balaiada, a revolta, que traz uma aventura inspirada no mais importante movimento popular ocorrido no Maranhão. Meus sinceros agradecimentos a Edna, Dulce e toda a querida equipe da escola.


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Apesar das vozes que prenunciavam o contrário, a Feira de Livros de São Luís (Felis), pela primeira vez realizada no bairro colonial da Praia Grande, foi um grande sucesso. De minha parte, tive a sorte de receber a tempo o livro O jovem João do Vale (Nova Alexandria), que foi apresentado e muito bem recepcionado pelo público no stand dos autores maranhenses. E, dentre outras aquisições, trouxe para casa o Artes do Caipora (Paulus), do amigo Marco Haurélio com ilustrações de Luciano Tasso. Um deleite para o intelecto e para os olhos.

quinta-feira, 11 de julho de 2013


Catálogo da Mercuryo Jovem para a Feira de Frankfurt 2013, incluindo O tambor do Mestre Zizinho.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

A Intrusa


Ganhei hoje do amigo Bruno Azevedo um exemplar do novo livro do cara, A Intrusa. A obra, como um autêntico folhetim, foi publicada em capítulos no jornal Vias de Fato entre dezembro de 2011 e novembro de 2012, com o primeiro capítulo tendo sido publicado também na revista Golden Shower. Sobre A Intrusa, o jornalista Xico Sá diz o seguinte na última capa do livro: “Um folhetim em chamas capaz de tostar raparigas em flor. Um erotismo de banca capaz de reverter a mais enjoada das menopausas de todos os caritós. A Intrusa é fogo em las entranhas da frígida e solene literatura contemporaneazinha”.  Enfim, um livro pra levar pra cama.

domingo, 16 de junho de 2013

A menina levada chega à rede municipal


Nesta segunda-feira, a partir das 14 horas, acontece na Unidade de Ensino Básico Bernardina Spíndola uma grande festa literária marcando a passagem do Dia Municipal do Livro. Na oportunidade, será lançado o livro A menina levada e a Serpente Encantada, que chega à escola por meio de aquisição da prefeitura de São Luís. Desde já, parabenizo a todos que tornaram possível esse momento, quando estarão reunidos autores, professores, técnicos e, o que é muito importante, os pequenos leitores a quem a obra é dirigida.  


 

 

 

domingo, 9 de junho de 2013

Vale Cultura entra em vigor a partir de julho


Entra em vigor no início do próximo semestre, em São Luís, o Vale Cultura, instituído pela  lei nº 5.798, sancionada no final do ano passado pela presidente Dilma Rousseff. O intuito é fornecer aos trabalhadores meios para que possam consumir produtos culturais a partir de bolsa mensal atrelada ao salário. O dinheiro poderá ser gasto na compra de ingressos para shows e espetáculos e também na aquisição de produtos como livros e DVDs. Somente receberão o benefício os empregados das empresas que aderirem ao projeto e o trabalhador terá um desconto de até 10% (R$ 5) do valor do vale. O funcionário pode optar por não receber o valor. Para Joãozinho Ribeiro, que foi assessor no Ministério da Cultura na época de Gilberto Gil, quando o programa foi gestado, o Vale Cultura é uma conquista, já que o último levantamento do IBGE apontou o Maranhão como um estado de alto índice de exclusão aos bens culturais. “O que preocupa não é a produção cultural, mas sim o acesso a essas manifestações, e o Vale Cultura vem exatamente sanar essa lacuna que ainda existe”. Para comemorar, passo adiante a ótima charge do Sponholz.
 

 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Ana Jansen em cordel

O cordel da Ana Jansen ficou pronto. À venda inicialmente no Sebo do Wellington Lima, na Feira da Praia Grande. Usando a unidade monetária do nosso amigo Chico (proprietário do mais charmoso bar da ilha), o folheto custa 4 contos.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

No forno, folheto em cordel sobre Ana Jansen


Sai por esses dias folheto em cordel tendo como personagem Ana Jansen, a lendária maranhense  que depois de morta virou lenda. Como todo mundo sabe, nas noites de quinta pra sexta-feira o fantasma da matrona, condenada a sofrer pela eternidade, circula pela cidade em sua carruagem encantada, assustando quem encontra pelo caminho e oferecendo aos incautos uma vela, que no dia seguinte se transforma em osso de defunto. Na sequência, alguns versos.

 

Todo mundo quer saber
Quando vem ao Maranhão,
A história de Ana Jansen
E a sua maldição,
Vou contar neste livrinho
Que o prezado tem na mão.

Mas adianto ao leitor
Pra tomar certo cuidado.
Se o sujeito é medroso,
Com tudo fica alterado,
É melhor ler Walt Disney
Para não sair borrado.

Ana Jansen ficou rica,
Porém pobre ela nasceu,
Mas sua sorte mudou,
Veja como isso se deu:
Casou ela com um ricaço
Que antes dela morreu.

 
Com isso Donana herdou
Uma bolada em dinheiro,
Além de casas e escravos
Que eram do seu parceiro,
Tinha mais ouro Ana Jansen
Do que farinha em paneiro.


domingo, 19 de maio de 2013

sexta-feira, 17 de maio de 2013




Bolívia Querida, a História do Sampaio Corrêa em cordel, virou eBook. O livreto, que agora pode ser adquirido no site da Amazon (clique aqui) foi publicado com o objetivo de homenagear o Sampaio pela ocasião da conquista do Campeonato Brasileiro Série D, e traz em versos rimados a trajetória deste que é um dos mais importantes clubes de futebol do Maranhão.

O time das multidões
Em vinte e três foi fundado (1923)
Por um grupo de esportistas
No bairro do Lira chamado,
Começou humildemente,
Mas logo seria afamado.


O livro rememora os tempos difíceis que se sucederam após a fundação, e de como o Sampaio logo se impôs, derrotando os times da periferia e conquistando seu lugar ao sol, entre os grandes clubes da época:

Na sua primeira fase
Com muita raça e ousadia,
O Tricolor foi fazendo
Uma grande freguesia,
Surrando sem piedade
Clubes da periferia.

Finalmente, certo dia,
Chamou p’rum desafiado
O tal Luso Brasileiro,
Time de endinheirado,
Na época o campeão
De futebol no estado.

Enquanto o Luso era
Um time de condição,
O Sampaio era um escrete
De povo pobre, sem chão,
Sua torcida era humilde,
Só de gente do povão.

Enquanto os atletas Lusos
Tinham nomes de estola,
Vandick, Guilhon, Negreiros...
Do Sampaio, a corriola,
Tinha Zezico, Mundico,
Zé Ratinho e Chico Bola.

Mesmo assim pro time chique
Foi negativo o placar,
O tricolor bateu o Luso,
Que não gostou de apanhar,
E implorando por revanche
Jogou outra vez, sem ganhar.

Com isso a fama do Luso
Aos poucos se escafedeu,
Enquanto a do Sampaio
Rapidamente cresceu,
O Tricolor merecia
Conquistar seu apogeu.



Contabiliza os títulos estaduais:

São três dezenas de títulos
No Estadual conquistados,
Nem precisa ser adivinho,
Pra saber, adiantado,
Que a Bolívia ganhará,
Mais torneios disputados.


Louva o hino Tricolor:

As vitórias do Sampaio
Ganham mais em emoção
Quando o povo canta o hino
Composto para o timão,
Para a Bolívia Querida,
Time de maior torcida,
Em todo este Maranhão.

O hino do tricolor
Foi escrito com esmero,
Na medida, para um time,
Com espírito guerreiro.
Agostinho Reis compôs,
Esse canto verdadeiro.


E resgata a memória de grandes mestres da bola que passaram pelo Clube:

Muitos craques o Sampaio
Teve em seu grande plantel,
Tantos que nem vai dar
Pra citar neste cordel,
Se fosse falar de todos
Iria faltar papel.

Por isso vou relembrar
Alguns nomes de valor,
Craques que defenderam
A camisa Tricolor
Com raça, dedicação,
Com carinho e com fervor.

Peço a bênção a Neguinho,
Jogador que no passado
Pela torcida do clube
Era muito admirado.
Por suas atuações
Sempre será lembrado.

Um grande feito ele fez
Num jogo muito importante
Na final do brasileiro,
Quando o craque, num instante,
Numa decisão por pênaltis
Mandou os cinco pro barbante.


Confira mais detalhes no livro Bolívia Querida: a História do Sampaio Corrêa em cordel, que ganhou também versão em papel.





Taí mais uma valorosa contribuição do poeta e pesquisador da cultura popular, Marco Haurélio, para o entendimento e divulgação do cordel. Vale a pena conferir.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Sina, Empréstimo, Desertores, Permuta... Estas são algumas das histórias de Proscritos (que nada tem de felizes, segundo Sidney Gusman, apresentador da publicação em quadrinhos), do artista Beto Nicácio. Marcadas pela tragédia, os contos apresentam uma brasilidade genuína, autêntica, que somadas ao vigor do traço e à força da narrativa, agrega mais valor à coletânea. Proscritos é uma produção da Dupla Criação, com apoio da Fundação Nagib Haickel e vale a pena conferir.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Show de bola o novo cordel de Paulinho Nó Cego, O gol contra do crack. Com humor e poesia, o artista dá sua contribuição na luta contra o crack, uma droga em todos os sentidos. Natural de Pedreiras, terra de João do Vale, Paulo Roberto Gomes Leite Vieira é autor de pelo menos três dezenas de folhetos, a exemplo de Não se futuca onça com vara curta e Os anões do orçamento. Para quem quiser mais informações, o e-mail do poeta é Paulo.nocego@yahoo.com.br

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O livro Touchê em Balaiada, a revolta, que será futuramente lançado, já pode ser encontrado nas livrarias Themis, sobreloja do Monumental, e livraria Vozes, na rua do Sol.

sábado, 19 de janeiro de 2013

História do Sampaio Corrêa em cordel

Para homenagear as recentes campanhas vitoriosas do Sampaio Corrêa e resgatar a história do clube, fundado em 25 de março de 1923, publiquei o Bolívia Querida, a história do Sampaio Corrêa em versos de cordel. Agradeço a colaboração do amigo Ronald, ilustrador de primeira que produziu o desenho do mascote especialmente para a capa desta publicação, e ao parceiro Filipe Aquino, que de bom grado fez diversas sugestões, inclusive fornecendo o título do livro.