No forno, folheto em cordel sobre Ana Jansen


Sai por esses dias folheto em cordel tendo como personagem Ana Jansen, a lendária maranhense  que depois de morta virou lenda. Como todo mundo sabe, nas noites de quinta pra sexta-feira o fantasma da matrona, condenada a sofrer pela eternidade, circula pela cidade em sua carruagem encantada, assustando quem encontra pelo caminho e oferecendo aos incautos uma vela, que no dia seguinte se transforma em osso de defunto. Na sequência, alguns versos.

 

Todo mundo quer saber
Quando vem ao Maranhão,
A história de Ana Jansen
E a sua maldição,
Vou contar neste livrinho
Que o prezado tem na mão.

Mas adianto ao leitor
Pra tomar certo cuidado.
Se o sujeito é medroso,
Com tudo fica alterado,
É melhor ler Walt Disney
Para não sair borrado.

Ana Jansen ficou rica,
Porém pobre ela nasceu,
Mas sua sorte mudou,
Veja como isso se deu:
Casou ela com um ricaço
Que antes dela morreu.

 
Com isso Donana herdou
Uma bolada em dinheiro,
Além de casas e escravos
Que eram do seu parceiro,
Tinha mais ouro Ana Jansen
Do que farinha em paneiro.


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