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Antologia de literatura de cordel mostra a vitalidade da poesia popular


O poeta Marco Haurélio acaba de lançar uma preciosidade, a Antologia do cordel brasileiro, pela Editora Global. Sobre esse trabalho, o site do jornal Correio Braziliense publicou o texto aqui reproduzido. Como dá pra notar, trata-se de leitura indispesável.



Quando surgiram o rádio, a televisão e a internet, os teóricos anunciaram, em tom apocalíptico, o fim da literatura de folhetos popular. Mas acaba de chegar em livro uma preciosa Antologia do cordel brasileiro, selecionada e organizada por Marco Haurélio, que desmente a profecia e revela precisamente a vitalidade desse gênero na era da internet, com o surgimento de uma nova geração de cordelistas: “O poeta é o repórter/das antigas tradições/revelador de segredos/guardados por gênios bons/autor de dramas poéticos/em todas composições”, escreve o poeta Francisco Salles Arêda antecipando a preservação da arte popular.

A antologia vai do maravilhoso ao cômico, dos clássicos (Leandro Gomes de Barros, José Pacheco, Francisco Salles Arêda, Manoel Pereira Sobrinho) até aos contemporâneos (Arievaldo Vianna, Evaristo Geraldo da Silva, Klévisson Viana e Marco Haurélio): “Quem comprar este livrinho/Terá Deus por defensor —/E quem não comprar terá/O diabo por protetor!/Pra onde for se atrasa,/Finda parando na casa/Que parou o caçador!”, avisa José Pacheco em História do caçador que foi ao inferno.

Antologia do cordel brasileiro
De Marco Haurélio (organizador). Editora Global. Número de páginas: 256. Preço: R$ 37

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